quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Marina Silva: já foi tarde!

Até a pouco tempo existiam chances reais que, pela articulação da cúpula do PSOL, a Sra. Marina Silva fosse nomeada como pré-candidata a presidência numa aliança PV-PSOL. Essa chance hoje se esgotou, principalmente pela força da militância de esquerda do PSOL em denunciar esse absurdo como as aparições públicas de Marina Silva e de alguns personagens históricos do PV. Todas essas aparições mostraram o óbvio: tanto o PV como Marina Silva estão lutando ativamente por um “ecocapitalismo apolítico” cuja melhor expressão é a aliança DEM-PV articulada pelo ícone reacionário-chique Fernando Gabeira no Rio de Janeiro.


Como contraponto a essa barbárie o nome de Plínio de Arruda Sampaio fora colocado desde o 2º congresso do PSOL, em agosto do ano passado como uma alternativa real à disputa dualista entre PT e PSDB. Seu nome tem recebido adeptos importantes de todas as regiões do país e até internacionalmente – Raul Marcelo, Marcelo Freixo, Carlos Nelson Coutinho, Francisco de Oliveira, bispo D. Luiz Flávio Cappio, D. Tomás Balduíno, Fábio Konder Comparato, Aziz Ab´Saber, Heloísa Fernandes, Carlos Dinnazi, István Mészáros, Alfredo Bosi, Caio Navarro de Toledo, François Chesnais, Ricardo Antunes, Jorge Grespan, Paulo Arantes, Virgínia Fontes, Leandro Konder e mais incontáveis outros.


Nesse tempo muito se discutiu entre Marina Silva e candidatura própria. Entretanto, esse debate foi desnorteado já que a opção real que existia era entre Marina e Plínio. Hoje, dia 21 de janeiro, na reunião da executiva nacional, foi aprovado por unanimidade o encerramento de negociações com o PV sendo oficializada três pré-candidaturas: Plínio, Babá e Martiniano Cavalcanti.


Com esses três nomes em jogo, a verdadeira pergunta para as discussões no PSOL parece ser agora: quais desses nomes têm a potencialidade política real de reorganização da esquerda brasileira, construção de um programa anticapitalista amplo com diversos movimentos sociais e inserção social-histórica para ser mais bem sucedido nas eleições do que Heloísa Helena foi em 2006? O desafio é grande (para não dizer enorme) para qualquer um deles e depende de um engajamento de todos no partido e fora dele para que o melhor nome seja escolhido.


Aquele que está conseguindo representar uma política de alianças centrada nos partidos da Frente de Esquerda Socialista (PSOL, PCB e PSTU) e nos setores do movimento de massas comprometidos com uma intervenção transformadora na luta de classes com um enorme potencial de reorganização de forças políticas e sociais é Plínio Arruda. Esperemos dos outros dois pré-candidatos essa mesma tarefa para o aprofundamento de um projeto político que seja uma alternativa ao Brasil lulista contemporâneo.

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